Relatório 5 · Funil oficial da loja Fonte admin da loja (Nuvemshop) Período 10 a 22/07/2026 · 13 dias Confronta relatórios 1 a 4

A loja confirma ou corrige o diagnóstico dos relatórios anteriores?

O dono trouxe o número oficial da própria plataforma — visitas, carrinhos e checkout de verdade — para conferir se os três problemas apontados pelo pixel do anúncio se sustentam. A resposta não é um “sim” nem um “não”: são três vereditos diferentes, e uma correção honesta de um número que a estimativa anterior deixou conservador demais.

Continua
Problema 1 · Carrinho

Pouca gente pega a cestinha

A loja confirma: de cada 100 pessoas que abrem a página de um produto, só 5,6 colocam ele na cestinha — abaixo da faixa saudável de 8% a 12%.

5,6%produto → carrinho
esperado 8% a 12%
Não continua no site
Problema 2 · Cestinha → fila do caixa

Quem pega a cestinha já vai pagar

A correção mais importante: 74,1% de quem cria carrinho chega na fila do caixa — acima até do teto esperado. Esse gargalo só existe dentro da campanha paga (29,5%).

74,1%carrinho → checkout
acima do teto esperado
Parcial
Problema 3 · Fila do caixa → pagou

O caixa ainda perde mais do que deveria

De quem entra na fila, 39,02% realmente paga — abaixo do esperado, mas o buraco é bem menor do que os 18,4% que a estimativa anterior apontava.

39,02%checkout → pago
antes estimado em 18,4%
01
O funil oficial da loja

Da porta ao caixa, com o número da própria plataforma

O mesmo período dos relatórios anteriores, agora medido pela loja — todas as fontes de tráfego juntas. Cada degrau é um fato contado (uma visita, um carrinho, um pagamento), não um evento estimado pelo pixel.

10 a 22/07 · site inteiro · 5.716 visitas → 48 vendas pagas

Os dois pontos que merecem o olho: o afunilamento na cestinha (coral, o degrau mais fechado) e a fila do caixa que paga (âmbar, o degrau final).

Visitasentraram na loja
5.716
63,4% viram uma categoria
Visualização de categorianavegaram a vitrine
3.623
81,9% abriram um produto
Visualização de produtoolharam uma peça de perto
2.966
5,6% pegaram a cestinha
o degrau mais fechado — esperado 8% a 12%, roda a pouco mais da metade do piso
Carrinhos criadoscolocaram na cestinha
166
74,1% foram pra fila do caixa
acima do teto esperado — no site, quem pega a cestinha já está indo pagar
Checkout iniciadoentraram na fila do caixa
123
39,02% pagaram
a conta oficial da plataforma: checkouts iniciados → vendas — abaixo do esperado (40% a 82%)
Pedidos pagosfecharam a compra
48
dentro ou acima do esperado abaixo do esperado, mas recuperável gargalo confirmado

Receita do período: R$11.981,03 em 48 vendas · ticket médio R$249,60 · cerca de 3,7 pedidos por dia.

02
O raio-x do caixa

As 5 telas por dentro da fila — e onde ela afunila

A plataforma abre o checkout em cinco telas internas. Aqui dá pra ver o degrau exato onde o cliente, já de carteira na mão, desiste. De 123 que entram, 48 saem pagos.

A leitura vale por dois motivos: mostra que a maior perda não está no começo do caixa, mas no meio — quando o cliente sai da tela de entrega para a tela de pagamento; e isola 10 pedidos que chegaram a ser criados e nunca foram pagos, um alvo pequeno e concreto de recuperação.

Iniciou o checkout → tela de entrega
123 entram · 105 avançam · 18 desistem
−14,6%
queda
Tela de entrega → tela de pagamento
105 entram · 76 avançam · 29 desistem
maior perda da fila
−27,6%
queda
Tela de pagamento → pedido criado
76 entram · 58 avançam · 18 desistem
−23,7%
queda
Pedido criado → pedido pago
58 entram · 48 avançam · 10 desistem
−17,2%
queda
10

pedidos foram criados e nunca foram pagos

O cliente chegou a confirmar o pedido, mas o pagamento não se completou. O padrão típico dessa etapa é Pix que expira antes do cliente pagar ou boleto não quitadoé hipótese, não fato confirmado nesta análise, mas é o alvo mais barato de recuperar: uma mensagem automática lembrando de finalizar antes que expire.

03
Campanha × loja

O contraste que muda a leitura do problema

Na mesma fila do caixa, o tráfego que chega pelo anúncio fecha a venda a menos de um terço da taxa do site inteiro. As duas medições convivem — e as duas dizem coisas diferentes.

Campanha
dado atribuído do Meta
11,1%
4 pagaram de 36 na fila
fila do caixa que paga
Loja inteira
dado da plataforma
39,02%
48 pagaram de 123 na fila
Leitura 1

O público do anúncio chega menos decidido. Quem entra pelo anúncio ainda está conhecendo a loja; quem chega por busca direta, indicação ou redes próprias muitas vezes já vem com intenção de compra.

Leitura 2

Parte das vendas do anúncio pode estar fechando sem ser contada. Se o cliente vê no celular e volta depois, em outro dia ou aparelho, o sistema de atribuição do Meta pode não ligar os pontos — a venda acontece, mas não entra na conta da campanha.

Sem um teste dedicado não dá pra cravar qual pesa mais. O que dá pra afirmar é o tamanho: no período a loja inteira faturou R$11.981,03; a campanha gastou R$2.678,92 — 22,4% dessa receita — e recebeu o crédito por R$1.234,05, 10,3% dela. A campanha custa mais de um quinto do faturamento da loja e é reconhecida por pouco mais de um décimo.

04
Estimativa × número real

O que a plataforma confirma e o que ela corrige

Os relatórios 1 a 4 trabalhavam com uma estimativa: contar os eventos brutos do pixel e dividir por 2. A tabela abaixo mostra, com transparência, onde essa conta acertou e onde ficou conservadora demais — agora que a loja entrega o número exato.

Métrica Estimativa anterior
(pixel ÷ 2)
Número real
da plataforma
O que aconteceu
Checkouts iniciados no site ~136 123 Acertou
Diferença de cerca de 10%, dentro do esperado entre contar evento e contar checkout único.
Vendas no site ~25 48 Corrigido pra cima
A estimativa foi conservadora demais: a loja vendeu quase o dobro do que o pixel sugeria.
Fila do caixa que paga (checkout → pago) 18,4% 39,02% Corrigido pra cima
O site converte mais que o dobro do estimado — abaixo do ideal, mas longe de catastrófico.
Cestinha → fila do caixa (site) ~31,6% 74,1% Corrigido pra cima
No site real, quem cria carrinho vai pro checkout: esse gargalo do site não existe.
Produto → cestinha ~8,1% 5,6% Confirmado (e pior)
Problema real e um pouco mais grave do que a estimativa apontava.
Ticket médio R$247,40 R$249,60 Confirmado em cheio
Pedido típico continua sendo 1 peça: a tese do combo sem desconto vale pra loja inteira.

Nota de método, pra deixar claro por que os dois números discordam sem que isso seja erro de ninguém: o pixel do anúncio conta eventos (cada disparo do navegador e do servidor, às vezes repetido); a plataforma conta fatos (um carrinho, um pedido, um pagamento confirmado). Para medir o funil do site inteiro, a plataforma é a fonte de verdade. O pixel segue sendo a ferramenta certa para o que é dele: dizer quanto do resultado veio do anúncio especificamente.

05
O que muda no plano

Com o tamanho real do problema em mãos

A plataforma muda duas coisas e confirma outras três. O resultado é um plano mais afiado: menos reforma genérica, mais alvo cirúrgico.

O que muda
  • +O site performa melhor do que se pensava — vende cerca de 3,7 pedidos por dia, não 1,9 como se calculava.
  • +O problema do caixa continua, mas é menor e mais localizado: concentrado na passagem entrega → pagamento e nos 10 pedidos não pagos, não num buraco genérico do checkout inteiro.
O que não muda
  • =O carrinho continua baixo: 5,6% de quem vê produto pega a cestinha.
  • =O ticket médio continua travado em 1 peça — R$249,60, e o combo de 2 peças segue sem nenhum desconto.
  • =A campanha continua fraca no caixa: 4 vendas em 36 na fila, ROAS de R$0,46 por R$1.
As prioridades revisadas
  1. O conserto do caixa vira cirúrgico, não uma reforma

    Foco direto em dois pontos já identificados: a passagem entrega → pagamento (onde mais gente desiste, −27,6%) e a recuperação dos 10 pedidos criados e nunca pagos — mensagem automática por WhatsApp ou e-mail lembrando de finalizar o Pix ou boleto antes que expire.

    Cirúrgico
  2. A alavanca do carrinho sobe de prioridade

    Como o gargalo carrinho → checkout no site não existe mais (74,1%, acima do esperado), sobra fôlego pra atacar o ponto que realmente trava: convencer quem já está olhando o produto a colocar ele na cestinha — hoje só 5,6%.

    Sobe
  3. A alavanca do ticket médio sobe junto

    O número real (R$249,60, 1,46 unidade por pedido) confirma em cima de 48 vendas — não mais só 4 — que o combo sem desconto é um problema estrutural da loja inteira. Colocar um desconto real no combo de 2 peças ganha urgência.

    Sobe
  4. As ações de mídia continuam de pé como estão

    Pausar os anúncios fracos, corrigir a idade do público de Recife, montar os públicos de remarketing, consolidar os conjuntos. Nenhuma delas depende do número que a plataforma corrigiu — ela só confirma que o problema de mídia não é o item mais urgente da lista.

    Mantém